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Sexta-feira (15) de Novembro de 2017, Dia amanheceu já prometendo muita chuva nas próximas horas. Bom feriado a todos.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Indústria tem queda e está paralisada: O pato murchou.


O Conversa Afiada reproduz a nota fúnebre produzida pelo IEDI, Instituto para o Estudo do Desenvolvimento (sic) Industrial.

(O interessante é que os industriais apoiaram o Golpe e ainda não perceberam que nele morrerão! Não dão um pio para protestar!)

A indústria brasileira começa este ano de 2017 sem forças. Depois de uma trajetória de moderação da crise no ano passado, que não deixou de apresentar algumas pedras pelo caminho, os dados do IBGE apontam para um quadro de exaustão do setor industrial no primeiro bimestre de 2017. Na série com ajuste sazonal, a produção industrial, que havia caído 0,2% em janeiro, subiu apenas 0,1% em fevereiro último. Isto é, quase não saiu do lugar.

Já o desempenho recente captado pelas variações frente ao mesmo período do ano passado, que em janeiro de 2017 (+1,4%) tinha interrompido uma sucessão de trinta e quatro meses de queda, voltou a cair em fevereiro: -0,8%. Se tomarmos o resultado acumulado no bimestre, que ameniza o efeito calendário que atuou em ambos os meses, fica bastante claro o patamar muito próximo de zero em que a indústria vem trabalhando (+0,3% frente a igual período de 2016).

Isso não quer dizer que o percurso de melhora relativa que a indústria vem trilhando foi interrompido, muito menos revertido, mas que é preciso atenção porque a recuperação não está garantida. O teste de fogo poderá vir já no segundo trimestre deste ano, quando a base de comparação passará a ajudar menos os resultados. Vale lembrar que o primeiro bimestre de 2016 foi muito ruim e a fase de moderação da crise industrial só ocorre a partir do segundo trimestre, como mostram as variações frente ao mesmo período do ano anterior logo abaixo.

• Indústria Geral: -11,4% no 1º trim. 2016, -6,4% no 2º trim. 2016, -5,1% no 3º trim. 2016, -3,2% no 4º trim. 2016 e, agora, +0,3% no 1º bimestre de 2017;

• Bens de Capital: -27,6%, -9,3%, -4,0%, +1,6% e +3,7%, respectivamente;

• Bens de Consumo Duráveis: -27,4%, -17,0%, -12,0%, +0,7% e +11,6%;

• Bens de Consumo Semi e Não Duráveis: -4,2%, -0,4%, -4,6%, -5,7% e -0,5%;

• Bens Intermediários: -10,2%, -7,1%, -4,8%, -3,1% e -0,8%, respectivamente.

Dentre os macrossetores da indústria, já apresentam variações positivas tanto no final de 2016 como neste início de 2017 as produções de bens de capital e bens de consumo duráveis, em alguma medida devido a bases baixas de comparação, já que sofreram recuos de produção de mais de 30% no passado.

Mas também há outros fatores importantes que podem estar contribuindo para a evolução desses dois macrossetores. Em bens de consumo duráveis, a produção de automóveis (+19,8% frente ao 1º bimestre de 2016) tem se beneficiado do aumento de suas exportações. A maior produção de bens de capital para a agricultura (26,1%), por sua vez, pode estar sentindo os efeitos da supersafra de grãos prevista para 2017. Cabe observar que outro segmento a favorecer a produção de bens de capital veio neste início de ano da construção civil (+39,5%).

O resultado de bens de capital frente ao mês anterior, com ajuste sazonal, traz um alerta. Mesmo que a alta de fevereiro deste ano frente a janeiro tenha sido considerável (+6,5%), ela não foi capaz de compensar a queda de 7,0% acumulada em dez/16 e jan/17. Antes disso, o que se viu foi praticamente apenas variações negativas desde julho de 2016.

Bens intermediário é um macrossetor a apresentar uma trajetória favorável mais consistente, mesmo que ainda tenha obtido um resultado negativo (-0,8%) no primeiro bimestre de 2017 frente a igual período do ano anterior. Além dessa queda ser muito pequena em comparação aos seus patamares anteriores, o desempenho na margem, livre de efeitos sazonais, é promissor, acumulando quatro meses seguidos de alta (+3,6%).

Por fim, bens de consumo semi e não duráveis não apresenta uma tendência clara. A redução de suas perdas foi interrompida na segunda metade de 2016 e agora em 2017 ensaia retomar esse movimento. Mas isto tem ocorrido com alguma hesitação: a alta de 1,6% em jan/17 frente jan/16 parece ter sido pontual, já que houve nova queda em fev/17 (-2,5% frente fev/16). Outro sinal: na série com ajuste, as quedas predominam desde jul/16 e os dois meses de alta em dez/16 e jan/17 foram revertidos em novo declínio agora em fev/16 (-1,6%).

Segundo dados do IBGE, a indústria brasileira registrou alta de 0,1% em fevereiro em relação ao mês anterior, na série com dados dessazonalizados, após recuo de 0,2% em janeiro. Na comparação com fevereiro de 2016, houve uma queda da produção industrial de 0,8%. No acumulado do primeiro bimestre de 2017, a indústria brasileira acumulou variação positiva de 0,3%. No acumulado dos últimos 12 meses frente a igual período imediatamente anterior, a produção industrial manteve a trajetória de melhora, assinalando variação de -4,8% em fevereiro de 2017.

Categorias de Uso. Na comparação com mês imediatamente anterior na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (7,1%) e bens de capital (6,5%) apontaram os resultados positivos mais acentuados, seguidos por bens intermediários (0,5%). Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,6%) mostrou a única taxa negativa em fevereiro de 2017.

Na comparação mensal (mês/mesmo mês do ano anterior), todas as categorias de uso obtiveram desempenho negativo em fevereiro. Bens intermediários (-2,5%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-2,5%) registraram os resultados negativos. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (+19,8%,) e bens de capital (2,9%) assinalaram as variações positivas.

No acumulado dos primeiros dois meses de 2017, metade das categorias registraram crescimento na produção, com destaque para bens de consumo duráveis (11,6%) e bens de capital (3,7%). Por outro lado, os setores produtores de bens intermediários (-0,8%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%) assinalaram as taxas negativas.

Setores. Em comparação a janeiro de 2017, com dados dessazonalizados, foi verificado alta no nível de produção em 13 dos 24 ramos produtivos contemplados na pesquisa. Os maiores destaques positivos foram: veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%), máquinas e equipamentos (9,8%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%), produtos de metal (4,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,8%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,4%). Por outro lado, entre os ramos que reduziram a produção, destacaram-se: produtos alimentícios (-2,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,7%), celulose, papel e produtos de papel (-5,6%), metalurgia (-1,9%) e indústrias extrativas (-0,5%).

Na comparação com mesmo mês de 2016, a indústria geral apresentou recuo de 0,8% no mês de fevereiro. Os setores que mais contribuíram para esse resultado foram: coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,7%), produtos alimentícios (-6,0%), outros produtos químicos (-3,6%), outros equipamentos de transporte (-11,4%), produtos de minerais não-metálicos (-4,3%), impressão e reprodução de gravações (-16,3%), produtos de metal (-4,1%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-8,0%), celulose, papel e produtos de papel (-3,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,7%). Por outro lado, entre as atividades que apontaram aumento na produção, a principal influência no total da indústria foi registrada por veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%), seguida por indústrias extrativas (4,7%), máquinas e equipamentos (11,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,1%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,4%)

No acumulado entre janeiro e fevereiro de 2017 frente a mesmo período de 2016, 14 dos 26 setores pesquisados apresentaram avanço na produção física com destaque para: indústrias extrativas (8,7%), veículos automotores, reboques e carrocerias (12,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,4%) e máquinas e equipamentos (3,3%).
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