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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Cunha também manterá salário, avião e residência oficial, diz Beto Mansur

Secretário da Câmara diz que serão garantidos mesmos direitos que Dilma.
Peemedebista foi suspenso do mandato por decisão do Supremo.

Nathalia Passarinho e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília


O primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), disse nesta quinta-feira (12) ao G1 que o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), terá garantido os mesmos benefícios que a presidente da República afastada, Dilma Rousseff – salário integral, avião, carro, segurança, equipe do gabinete pessoal e residência oficial.

Segundo Mansur, o ato da Mesa Diretora que prevê a manutenção dessas prerrogativas vai ser assinado ainda nesta tarde.

Ao anunciar a decisão do Senado de admitir o processo de impeachment e afastar Dilma por até 180 dias, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou que seriam mantidas algumas prerrogativas à petista. O primeiro-secretário da Câmara já havia dito na semana passada que pretendia dar a Cunha as mesmas garantias que fossem concedidas a Dilma.

Benefícios mantidos
Segundo Mansur, Cunha, embora esteja afastado das funções por tempo indeterminado, receberá salário integral de R$ 33.763, além de manter a residência oficial, no Lago Sul (bairro nobre de Brasilia), avião, seguranças, motorista, carro oficial e verba para pagar funcionários do gabinete.

"Vai ter exatamente as mesmas prerrogativas da Dilma, como transporte aéreo e terrestre, a residência oficial com a estrutura de manutenção e componentes do gabinete pessoal da presidência", afirmou Beto Mansur.

A Mesa Diretora interpreta que é preciso garantir condições iguais a dois chefes de Poderes que se encontrem em situação semelhante – afastados dos postos.

Decisão do Supremo
Cunha foi suspenso do mandato e da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal(STF) por obstruir as investigações da Operação Lava Jato e o processo a que responde por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética.

Ele é réu no STF sob a acusação de receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato da Samsung Heavy Industries com a Petrobras. O peemedebista nega ter participado do esquema de corrupção na estatal.
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