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terça-feira, 2 de maio de 2017

Empresário confirma esquema de troca de votos por combustíveis em Tarauacá e diz que está sendo ameaçado de morte


O empresário Grandi Almeida, presidente do PP de Tarauacá e coordenador da campanha da então candidata nas eleições passadas e hoje prefeita do Município, Marilete Vitorino (PSD), confirmou em entrevista ao ac24horas, o que já havia dito em depoimento ao juiz Guilherme Aparecido do Nascimento Fraga, da 5ª Zona Eleitoral, na semana passada: Houve um esquema de troca de combustíveis por votos na campanha​ eleitoral da atual prefeita.

Segundo o empresário, foram distribuídos em combustíveis para o dia da eleição, 02 de outubro de 2016, R$ 30 mil. “Foi R$ 30 mil, mas a gente já tava devendo um dinheiro lá, ficou R$ 30.700. Ela pagou só R$ 30 mil e ainda deve R$ 5, 7 mil”, afirma. A aquisição foi feita no posto Pontão, na cidade de Tarauacá.

O empresário afirma que estava em casa quando recebeu a ligação de Marilete com a seguinte orientação: “Grandi, eu estou com muita gente aqui na frente da minha casa. Peço que você atenda esse pessoal. Libere combustível pra esse pessoal voltar pra zona rural, porque o negócio tá ficando complicado e eu vou viajar. Ela viajou, pediu pra liberar o combustível pro pessoal voltar pra zona rural, e eu liberei”.

Nesta segunda-feira, por telefone, ao ser perguntada sobre o assunto, a prefeita soltou o verbo contra o empresário. Disse que há chantagens e ameaças por trás do depoimento. “Ele (Grandi Almeida) tá com raiva porque, primeiro queria ser secretário de Finanças, depois perdeu uma licitação e entrou com recurso, perdeu do mesmo jeito. E aí queria outras coisas, chantagem, ameaças, e eu não cedo pra bandido, nunca cedi. Tenho certeza que não vai ter provas, não tem como provar. Foi mentira o que aquele bandido disse. Eu tô tranquila.”

Grandi Almeida diz, ao contrário, que nunca pediu para ser secretário, já que tem suas empresas. Ele também nega qualquer chantagem e diz que recebeu propostas de pessoas ligadas à prefeita para que ele, na audiência, não falasse a verdade sobre o esquema dos combustíveis.

“Recebi propostas de pessoas vindo aqui a mando dela, me oferecer vantagens pra mim na audiência não falar a verdade, queria que eu mentisse na audiência. Eu nunca fiz chantagem a ela, ao contrário, eles vieram aqui me oferecer vantagens. Sobre ela dizer que eu sou bandido eu quero dizer que vou processar ela na Justiça comum. Ela tem que provar que eu sou bandido, eu não sou bandido. Sou cidadão, sou pai de família, sou empresário, eu pago imposto, sou pai de dois filhos, sou casado.”

O empresário diz que depois de seu depoimento na semana passada passou ser ameaçado de morte. “Tô até sendo ameaçado. Se acontecer alguma coisa comigo, com os meus filhos ou com a minha esposa, ela é a responsável direto pelo que acontecer. As pessoas chegam pra mim dizem que eu tô na mira. As pessoas comentam comigo: “ô Grandi você tá na mira. Eu ouvi alguém​ comentado que qualquer vacilo que você der você pode morrer. Se eu fosse você eu ia embora de Tarauacá.”

Luciano Tavares, da redação ac24horas - 02/05/2017 12:31:16

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