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terça-feira, 7 de março de 2017

POLÊMICA: VEREADOR NEGA QUE TERIA TENTADO ABUSAR DE PODER E EXIGIDO CONTRATAÇÃO DA ESPOSA

Um polemica que anhou as redes sociais nesta segunda feira (6) foi a de que um vereador da base do prefeito Kieffer Cavalcante teria adentrado à sala do Secretário Municipal de Educação e exigido ao secretário que contratasse a esposa do vereador como professora.
Os comentários diziam que o vereador teria adentrado no gabinete do secretário abruptamente e dito na frente de várias pessoas que essa seria a hora de o secretário beneficiar o grupo de apoio à atual administração.
Chegou até nossa reportagem, a informação de que o Vereador Rosaldo do PP, seria o autor da prática.
Se isso for verdade, certamente o prefeito Kiefer Cavalcante terá a primeira e a maior crise política de todo seu mandato.
Na manhã desta terça feira (7), nossa equipe se desdobrou para apurar o fato e conversamos com o secretário municipal de Educação Árisson Barbosa que não se recusou de responder nenhuma de nossas perguntas.
Foram mais de 15 minutos de gravação feita por nossa reportagem sobre o assunto. Falando exclusivamente do vereador, Árisson disse que não ia citar nome porque seria falta de ética de sua parte divulgar qualquer assunto que ele achar desnecessário tratado em seu gabinete.
O secretário disse ainda que não só um, mas vários vereadores como várias pessoas comum da sociedade têm ido à seu gabinete com propostas indecorosas pedindo emprego.
“Pessoas pedindo emprego aqui acontece todos os dias e o fato de acontecer com um, com dois, com três ou com mais vereadores apenas confirma aquilo que vem sendo praticado a muito tempo. Estou na educação há muito tempo e sabemos que todas as gestões que chegaram até aqui fizeram a coisa da mesma forma. Então criou-se um vicio de que se eu estou com poder em minhas mãos, eu vou ter o direito e fazer uso dele a meu bel prazer. Só que eu venho de uma ideologia de que quando eu estou à frente de um cargo publico o meu objetivo não deve ser de tender a mim, nem a minha esposa, nem a meus filhos, nem a ninguém que esteja próximo de mim. Mas deve ser tender a coletividade. Talvez seja isso que algumas pessoas não estejam entendendo ainda”, comentou Árisson.
O secretário comentou ainda: “O fato de essas pessoas virem em busca de um emprego de forma ilegal para um filho, uma esposa, um irmão, apenas coloca essas pessoas no mesmo nível da acusação deles muitas vezes, porque no passado quando eu era oposição eu condenava esse vicio e agora eu sou situação, eu vou praticar aquilo que eu condenava? Então eu percebo assim que existe uma incoerência entre o discurso anterior e a pratica atual”, ressaltou o secretário.
O secretário reafirmou que não costuma tornar público o que ocorre em seu gabinete e que essa história veio a público porque existiam pelo menos sete pessoas no momento em que o vereador adentrou na sala.
“Se alguém tornou isso púbico pode ter certeza, não foi o professor Árisson, eu não faria isso. Eu não estou confirmando absolutamente nada do que aconteceu aqui dentro porque não é direito meu, não é ético de minha parte, estou falando aqui num sentido amplo porque não só um vereador, mas vereadores e pessoas comuns estiveram aqui propondo a mesma situação”, disse.
O vereador Rosaldo (PP) pertence à mesma igreja do secretário, que é a adventista do sétimo dia, que diga-se de passagem, não tem nada a ver com isso, foi apenas citado pelo fato de a religião primar pela boa conduta, e, portanto perguntamos que o fato de o vereador pertencer à mesma igreja dele, se Árisson não achava isso estranho. Ele respondeu:
“O fato de um vereador pertencer a qualquer igreja, não o torna imune, ou seja ele é uma pessoa comum passível de acertos e também passível de erros”, finalizou.
Depois dessa entrevista fomos conversar com o vereador Rosaldo, depois da sessão da câmara desta terça feira (7).
Vereador Rosaldo o que é que tem de verdade sobre os comentários que circulam nas redes sociais?
“Na realidade especulações tem muito. Agora os fatos reais é outro. Na realidade eu fui saber do secretário, ver informações e quando eu sai de lá, há muitas especulações que eu tinha ido atrás de emprego pra minha esposa. A minha esposa é professora já há dez anos e eu fui saber dele qual é a possibilidade que tinha pra ela começar a trabalhar. Segundo ele me informou e eu concordo que foi nós que aprovamos a lei que tinha que vim a contratação dos 60 que aprovamos depois o cadastro de reserva que é os 40 e eu agradeci os secretário e sai de lá de cabeça erguida com estou de cabeça erguida. Como ele me flou: Rosaldo, depois se der a gente a sua esposa como tem vários são mais de 200 professores que estão fazendo o nível superior, pegadogia que tá desempregado. Então o que ocorreu ai, foi menos a verdade. Jamais, jamais” palavras do vereador
O vereador acredita que está havendo maldade e tentativa de desestabilizar a relação entre o secretário e ele, o vereador.
“Eu professor a mesma fé que o secretário e jamais faria algo assim. Já estive conversando com o secretario Nivaldo e chegou lá uma conversa diferente, na realidade ta tudo ok já”, disse.
Perguntamos: O senhor, então esta dizendo que não teria coragem de entrar na sala do secretário e fazer um pedido desses, pedir um emprego para sua esposa?
Rosaldo respondeu: Jamais, primeiro porque eu já tenho essa dádiva que foi o povo que me deu. Eu agradeço a Deus e ao povo que me deu essa oportunidade pra representa-lo. Agora eu ir lá pedir serviço pra minha esposa jamais, agora reivindicar um serviço pra outro eu continuo fazendo e vou continuar fazendo isso até o final do meu mandato”, finalizou Rosaldo.
fonte www.correiodoacre.com
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