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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Cinco candidatos pela oposição facilita a vida de Marcus Viana

Bom para democracia, melhor para o marcus Alexandre

A oposição ter cinco candidatos a prefeito é bom para a democracia e para o eleitor, que terá mais opção de escolha na hora de votar. Mas é melhor ainda para o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), que já entra na disputa com a mais absoluta certeza de que estará num provável segundo turno. Para a oposição, a pulverização de candidatos para a prefeitura da Capital é um desastre anunciado. Não existe tese mais fajuta do que a que num segundo turno toda a oposição se junta. Não se junta. Ficam os resquícios da disputa do primeiro turno. E segundo turno eleitoral favorece quem se encontra no poder. Mesmo com o PT mal na opinião pública e a burra sem a dinheirama para derramar nesta campanha, como aconteceu em outras. Quem está no poder tem mais condições de cooptar aliados num turno final de que quem está na oposição. Este filme foi bisado em todas as eleições. A oposição quer reprise.

Aprendeu cedo
O deputado Raimundinho da Saúde (PTN) aprendeu cedo que político que só bajula governo tem vida curta. Foi a dedução ao ouvir suas críticas aos secretários Gemil Junior (Saúde) e Emylson Farias (Segurança), por viverem trancados nos gabinetes com ar condicionado.

Um exemplo marcante de bajulação
Um exemplo que serve para alguns parlamentares que marcam suas ações pela bajulação é o caso dos cinco deputados do PEN, que passaram o mandato lambendo a bota do governo e colocando a cara para defender pautas negativas. Foram varridos das urnas pelos eleitores.

Não sei se resolveria
Críticas à Segurança viraram um mantra nos debates da Aleac. Ontem, o deputado Jairo Carvalho (PSD) pediu a cabeça do secretário de Segurança, Emylson Farias. Não sei se a sua demissão resolveria, a questão passa por falta de estrutura para melhorar o combate ao crime.

Não pode continuar
Num ponto concordo com os deputados que criticaram ontem a onda de violência que tomou conta da cidade. Como está não pode ficar, porque extrapolou todos os limites do suportável.

Faltam argumentos
Não existem argumentos políticos sólidos para tirar o espaço da vice na chapa do Marcus Alexandre, hoje ocupado pelo PCdoB. Neste ponto concordo com o dirigente comunista Edvaldo Magalhães. O PT vive num péssimo momento político para desprezar um leal aliado.

O debate é a atualidade
O novo líder do PT na Aleac, deputado Jonas Lima (PT), fez ontem a sua estréia na defesa do governo, dentro das suas limitações para um debate. Tem só que perder a mania de buscar os governos de oposição como parâmetro, tem que se preparar para questionar a oposição nas denúncias atuais, mesmo porque o PT vai caminhando no Acre para 20 anos no poder.

Tinha cantado a pedra
Alertei na coluna ao deputado Jamil Asfury (PDT) que, embora o considere honesto e acima de qualquer suspeita, quem precisa de casas vai sempre lhe responsabilizar por não ter moradia, depois do escândalo de venda de unidades do “Minha Casa, minha Vida”, por seus assessores diretos. E foi o que se viu ontem na manifestação ofensiva dos sem-teto contra a sua pessoa.

Tem que tirar o bode da sala
Ontem, cresceu o número de acampados na frente da Assembléia. A nova secretária da SEHAB, Janaina Guedes, já deveria ter aberto diálogo com as famílias, porque o acampamento funciona como um péssimo cartão de visitas para a imagem do governo. E conversar não tira pedaço.

Podem esquecer
Pelo que assisti ontem da reunião entre assessores do governo e a direção do SINTEAC, o governo não enviará tão cedo para a Aleac o projeto que concede vantagens aos professores, porque os gastos com pessoal estão no “limite prudencial”. Não esperem luz no fim do túnel

Muito claro
O que ficou ontem muito claro na reunião da equipe do governo e o SINTEAC é que não há brecha jurídica para dar aos servidores considerados irregulares o mesmo tratamento de benefícios que é dado aos que fizeram concurso. O governo já faz muito em mantê-los.

Deveriam ser mais transparentes
Os assessores do governo que participam das negociações com o SINTEAC deveriam deixar de empurrar com a barriga e de firulas jurídicas e dizer de vez que, o que move o não cumprimento de concessão de vantagens salariais é a situação econômica e o caixa zerado.

A situação é delicada
A situação financeira do governo acreano ainda é melhor do que a de muitos Estados grandes, mas é delicada, não há um mínimo de margem para se dar reajuste a qualquer categoria.

Farinha do mesmo saco
Ninguém pode atirar pedra no telhado do outro. O PT liquidou a economia do país, mas teve como principal parceiro o PMDB, em vários ministérios. O mesmo se aplica ao PP. E tampouco o PCdoB pode posar de crítico do atual governo, porque avalizou o desastrado governo Dilma.

Inês é morta
O presidente Lula considera o seu pior erro ter escolhido a Dilma como candidata, e como tal virar presidente. Não está errado. A Dilma afundou o país e levou com ela o legado do Lula.

Confidência na fronteira
Certa feita, em Brasiléia, após a entrega de uma rua do programa “Ruas do Povo”, o Tião Viana, eleito para o primeiro mandato, fez um desabafo numa roda: “quase acabaram o PT (referia-se ao governo Binho), não sei como é que ainda, neste quadro, consegui me eleger ”.

Sempre foram dois bicudos
O Tião Viana, desde os tempos de senador nunca se afinou com a equipe do governador Binho Marques, a sua queixa principal era o pouco caso como era tratado na Secretaria de Saúde, pelo grupo do subsecretário Sérgio Roberto, homem de confiança do Binho.

Orelha seca não decide
Não adianta o senador Sérgio Petecão (PSD) fazer uma reunião para buscar a unidade da oposição sem a presença do deputado federal Major Rocha (PSDB), do deputado federal Flaviano Melo (PMDB) e do senador Gladson Cameli (PP), porque orelha seca não decide nada.

Choros do Gonzaguinha
O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) se derrama em lamúrias, pelo fato da oposição ter nove deputados e não conseguir oito assinaturas para apresentar o pedido de “CPI da BR-364”. Depois tem quem não gosta quando se diz que, a unidade da oposição é um saco de gatos.

Não é específico e direcionado
O fato da prefeitura da Capital ter perdido 7 milhões de reais nos repasses, após a posse do presidente Michel Temer, não pode ser visto pelo prefeito Marcus Alexandre como retaliação política, são cortes lineares. A prefeitura de Cruzeiro do Sul, do PMDB, também teve cortes.

Qual motivo?
Por qual motivo a prefeitura de Rio Branco, inserida num colégio eleitoral minúsculo, seria alvo de retaliação política, sem tem menos votos do que um bairro médio de São Paulo?.

Reprovado em tabuada
Quem fez as contas de quanto gasta a prefeitura de Rio Branco com cargos comissionados por mês para o vereador Raimundo Vaz (PR) seria reprovado em tabuada pelo meu mestre de matemática de infância, o velho Isidoro. Não chega nem perto dos 180 milhões de reais.

Existe um teto legal
A PMRB tem um teto para gastos mensais com cargos comissionados de 1 milhão 659 mil reais. Longe dos 180 milhões, denunciados pelo vereador Raimundo Vaz (PR), como pagos ao mês. Por ano gasta pouco mais de 21 milhões de reais, bem distante dos 180 milhões.

Crime de improbidade
Se o prefeito Marcus Alexandre passar do valor que estipula a lei aprovada na Câmara Municipal para os cargos comissionados, comete crime de improbidade administrativa. Não entendo como o vereador Vaz, preparado, experiente, fez a denúncia sem pé e nem cabeça.

Uma lutadora, sem dúvida
A presidente do SINTEAC, Rosana Nascimento, pode até não conseguir as melhorias que defende para professores e outras categorias da Educação. Mas, ninguém pode lhe tirar o mérito de ser uma guerreira e de lutar e continuar lutando por benefícios legais.

 O que eu disse em Tarauacá vai ser cumprido pelo o PMDB que vai ter sim a sua candidatura própria com o vereador Mirabor Leite. Olhe o que disse Flaviano Melo ao Crica.

Podem preparar a missa
Conversei ontem com um dirigente do PMDB, que me pediu apenas reserva, e me disse: “não há a mínima chance do Flaviano Melo tirar a candidatura do Mazinho, em Sena Madureira, ou de qualquer outro candidato do PMDB no interior, se o Rocha espera isso para viabilizar a tese da candidatura única a prefeito da Capital, esqueça e bote seu candidato Francineudo Costa (PSDB) debaixo do braço e trate de fazer campanha”. Ainda sobre esta mesma fonte, o vice da chapa da deputada Eliane Sinhasique (PMDB) deverá ser indicado pelo senador Gladson Cameli (PP). A ser verdadeiro este quadro podem preparar a missa de sétimo dia para a tese da candidatura única á PMRB, nesta eleição. Mesmo porque nenhum outro partido vai entrar numa mesa para um debate onde as cartas já estão marcadas, numa típica marmelada.

Luis Carlos Moreira Jorge 01/06/2016 07:59:53

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